No acidente, Riamburgo sofreu luxações na base da coluna.
Vale citar que quando ainda competia nos enduros de motos Ximenes fraturou as cervicais C6 e C7, o que implica um cuidado redobrado à sua coluna. Ele nos conta ainda como foi difícil concluir a pior etapa do Dakar para eles.
"O carro teve o chassi empenado, e era uma loucura andar mais 500km com tantas dores, eu segurava com um braço no santo antônio, não conseguia respirar direito, minha coluna parecia ter sido achatada.. eu chorava de dor... dor intensa, que me fez descobrir que é possível ir além do que se imagina por um sonho, um objetivo".
O Mitsubishi Pajero da dupla, desde o acidente no Marrocos, apesar de não ter tido sérios comprometimentos tem andado em seu limite, e Riamburgo explica,
"Nosso carro é fantástico, perfeito para esta estréia. Não tivemos problemas mecânicos, ele foi preparado para ser resistente ao extremo, mas claro, que com a pancada e o chassi empenado a condução se torna realmente mais difícil".
Para amanhã estão previstos mais 576km, dos quais 225 serão cronometrados. A chegada acontecerá em Dakar e sobre os momentos finais, o experiente Lourival faz questão de lembrar,
"Ainda não chegamos ao fim, amanhã é um novo dia e faremos dele o melhor possível. Um rali só termina na bandeirada final, até lá tudo é possível".
Riamburgo Ximenes e Lourival Roldan tem patrocínio de Governo do Estado do Ceará – Setur, Ypióca, Mitsubishi Motors Brasil e apoio de Nissei, Motorola, BF Goodrich e Ponto da Moda.
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Zarhi El Malek
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